|
Emoção na noite de premiação em Salvador
Na última sexta-feira, 29 de janeiro, diante de uma plateia lotada e empolgada, de mais de mil pessoas, a Arpub divulgou os vencedores do I Festival Nacional de Música das Rádios Públicas, que teve cerimônia de premiação no Pelourinho, em Salvador, com shows de Fernanda Takai e Armandinho.
A grande revelação da noite foi a cantora sergipana Patrícia Polayne, que conquistou, com sua canção “Arrastada”, dois prêmios, nas categorias Melhor Música com Letra (R$15 mil) e Melhor Arranjo (R$ 10 mil). “Vivo da música, para a música e pela música. A vida toda eu só vivi disso. E a prova de que nunca estive errada é esse prêmio. Sou mulher, compositora, do menor estado do Brasil. Sou pequena, mas a gente pode ser muito grande quando quer e acredita", disse a artista, emocionada, ao receber o prêmio das mãos de Orlando Guilhon, presidente da Arpub.
O Rio Grande do Norte também brilhou. Foi de lá que veio o tecladista, arranjador e diretor musical Eduardo Tauffic para receber o prêmio de Melhor Instrumentista (R$ 10 mil) com “Ingênuo Mestre”, apelido dele e título da música vencedora.
A alegria de sair vencedor do Festival também arrancou lágrimas de emoção do clarinetista e trombonista baiano Hugo San, que venceu na categoria Melhor Música Instrumental (R$ 15 mil), com a música "Sinfonia Primeira de Pagode".
E o Rio de Janeiro esteve representado pelo cantor e compositor Guima Moreno, que conquistou o prêmio de Melhor Intérprete (R$ 10 mil). "O Festival é uma grande iniciativa. Tem importância para quem aparece na periferia da mídia, traz visibilidade", avaliou o carioca.
SHOWS - Responsável pelo primeiro show da noite, Armandinho parabenizou a iniciativa. da Arpub. “É um prazer estar aqui tocando nesse prêmio que homenageia a música brasileira e revela novos talentos. Esses artistas têm muito o que nos mostrar”. Fernanda Takai, enquanto apresentava seu badalado show Luz Negra, com releituras de canções gravadas por Nara leão, deu um depoimento de incentivo a todos os finalistas. “Eu participei de vários festivais. No primeiro, fiquei em último, depois em segundo, depois em terceiro. Continuem sempre em frente que dá certo”.
A iniciativa do Festival da Arpub também valeu destaque na fala da cantora: “A rádio é o meio mais importante para nós, é o grande veículo de comunicação da música”. Orlando Guilhon, presidente da Arpub, concorda. "A rádio não morreu com a televisão, só se renovou. As rádios públicas oferecem aquilo que não se encontra em emissoras comerciais e a tendência deste festival, que teve dez estados participantes, é crescer ainda mais".
Festival - Ao todo, cerca de 400 cantores e compositores brasileiros de diferentes gerações e estilos tiveram suas músicas veiculadas, nos últimos oito meses, em emissoras públicas do país, durante as etapas seletivas estaduais do I Festival Nacional das Rádios Públicas - Arpub. A iniciativa é representativa do momento atual das rádios públicas, que buscam cada vez mais se conectar com as produções artísticas locais, fortalecendo os cenários culturais.
O resultado final do Festival foi decidido por um júri formado por Benjamim Taubkin, (músico, pesquisador e coordenador do Mercado Cultural da Bahia) Kiko Ferreira, (diretor da rádio Guarani FM de MG) e Edson Natal e (coordenador da área de música do Instituto Itaú Cultural).
|