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MEC AM lança novos programas na comemoração dos 71 anos da emissora

 
Publicado em 25 de setembro de 2007

Seis novos programas serão lançados na última semana de setembro pela Rádio MEC AM (800 khz) na comemoração dos 71 anos da emissora e do dia do rádio.

Chorinho, seresta, literatura, educação, a música do século XX e shows de MPB são os temas dos novos programas produzidos pela equipe de produtores da emissora.

Choro ao vivo
A estréia da nova safra ocorre no dia 25 de setembro, às 17 horas, com o programa Roda de Choro ao Vivo, um especial mensal do programa transmitido pela emissora, que muda de dia e passa a ser transmitido toda terça-feira.  Mensalmente, o Roda de Choro terá uma edição especial, ao vivo, no Auditório Paulo Tapajós. Produção e apresentação de João Carlos Carino. 

No programa de estréia, as atrações são Zé da Velha e Silvério Pontes.

A parceria entre o trombonista Zé da Velha e o trompetista Silvério Pontes começou em 1991 e deu tão certo que eles passaram a se apresentar juntos. 

Em 1995, a dupla gravou o disco Só Gafieira, indicado para o prêmio Sharp. Em 1999, veio o segundo CD Tudo Dança — Choros, Maxixes, Sambas, trazendo faixas como Bole Bole (Jacob do Bandolim), O Bom Filho à Casa Torna (Bonfiglio de Oliveira) e Pra Machucar Meu Coração (Ary Barroso). No ano seguinte, lançaram o CD  Ele e Eu, com repertório de choros e sambas. Em 2006, gravaram, pela Biscoito Fino, o álbum Só Pixinguinha.

O trombonista sergipano Zé da Velha (José Alberto Rodrigues Matos) foi influenciado musicalmente pelo pai, flautista e saxofonista amador e alfaiate profissional. Já morando no Rio, aos 15 anos começou a tocar trombone - primeiro de pistão e mais tarde de vara. Logo se entrosou com chorões da Velha Guarda (de onde veio o apelido que virou nome artístico),  músicos de gafieira e sambistas. Paralelamente à atividade de instrumentista, trabalhou em companhias aéreas por mais de 40 anos, até se aposentar.

O trompetista Silvério Pontes, 20 anos mais jovem que Zé da Velha, transita pela área do choro e tocou ao lado de artistas como Luiz Melodia, Tim Maia e Elza Soares. O músico integra o naipe de metais do grupo de reggae Cidade Negra.

Zé da Velha e Silvério Pontes serão acompanhados por Charles da Costa (violão), Alessandro Cardoso (cavaco, linha) e Netinho (pandeiro).

Os amantes do choro devem chegar à emissora uma hora antes do programa e pegar uma senha, pois a lotação é limitada.

A música dos seresteiros

A MEC AM lança no próximo dia 27 de setembro, quinta-feira, às 22 horas, o programa Seresta Viva. Produzido e apresentado por Dalila Villanova, Seresta Viva apresenta para as novas gerações e relembra para as gerações mais velhas, a mais antiga tradição de cantoria popular das cidades, a serenata, rebatizada no século XX de seresta.

No passado, grupos de músicos, saindo das festas, paravam às janelas de suas pretendidas, para tocar e cantar durante a madrugada, criando um costume boêmio herdado da Península Ibérica. Essas primeiras manifestações, no Brasil, fizeram-se muito antes do lampião de gás... à luz da lua. A origem desse costume - de se evocar alguém, especialmente a pessoa amada, através dos versos - vem de tempos passados, muitos séculos atrás.

Com a transformação dessa modinha, a partir do Romantismo, em canção sentimental típica das cidades em todo o Brasil, tal tipo de canto, transformado desde o séc. XVIII quase em canção de câmara, volta a popularizar-se com a voga das serenatas acompanhadas por músicos de choro, a base de flauta, violão e cavaquinho.

Influenciadas pelas valsas, as modinhas têm então realçado seu tom de lamento na voz dos boêmios e mestiços capadócios cantadores de serenatas, por isso chamados de serenatistas e serenateiros. Assim, quando no séc. XX a serenata passa por evolução semântica a seresta (para confundir agora sob esse nome, muitas vezes, o ato de cantar com o gênero cantado), os cantores com voz apropriada ao sentimentalismo de serenatas ou serestas transformam-se, finalmente, em seresteiros.
O programa resgata a música, os cantores e compositores deste gênero musical, além de apresentar uma agenda dos principais eventos de serestas.

Shows da noite carioca

A segunda estréia do dia 27 de setembro, ocorre às 23 horas. O programa A Noite Carioca, produção e apresentação de Marina Barreto, apresenta a cada semana, a gravação, ao vivo, numa casa noturna ou teatro, de um show de música popular brasileira.

A Noite Carioca foi transmitido de março de 1992 a agosto de 1997 pela MEC AM, com grande sucesso entre ouvintes. Na época, foram gravados, ao vivo, 93 shows.

O show de estréia é da cantora Claudia Telles, gravado na Sala Baden Powell no dia 10/8/2007.
Acompanhada do violão de Marcelo Lessa e da percussão de Cássio Barros, a cantora Cláudia Telles só canta músicas de Baden e seus parceiros. No repertório, composições já consagradas do mestre como Última Forma  (com Paulo César Pinheiro) e algumas pouco conhecidas do público, como Aurora de Amor (com Mário Telles)  e Canção das Flores (com Vinícius). Este show fez parte do projeto em comemoração aos 70 anos de Baden Powell.
Os próximos nomes da série são: Daniela Spielmann, Marianna Leporace e Leny Andrade.

 Outras novidades

Os outros programas novos são dedicados à educação, literatura e a música do século XX.

Espaço Educação - uma revista de meia hora de duração que traz a cada semana um tema ligado à educação, com comentários, entrevistas e agenda cultural e literária. Produção Yonne Poli e Daniella Lapidus. Apresentação Daniella Lapidus. No programa de estréia, domingo, 30 de setembro, às 11 horas, o tema é tecnologia e educação.

Expressão Literária – programa de meia de duração dedicado à literatura mundial. A cada semana, a obra de um escritor ou poeta é “dissecada” pelo produtor Pedro Paulo Gil. A apresentação é de Mirtes Oliveira. No programa de estréia uma introdução à literatura e, em seguida, a vida e a obra de Ariano Suassuna.

De Dez em Dez – Programa musical, temático, com uma hora de duração, que focaliza as influências musicais de cada década do século XX. A música de Chiquinha Gonzaga e Ernesto Nazareth, a bossa nova, a tropicália, a jovem guarda, o rock brasileiro de várias décadas, serão temas do programa. A produção e apresentação é de Cacá Santiago.

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