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Seminário Internacional de rádio reúne, no Rio de Janeiro, profissionais e estudiosos da mídia

 
Publicado em 17 de outubro de 2006

O tema “O Rádio do Futuro” na visão de especialistas de várias partes do mundo

O Seminário “O Rádio do Futuro”, promovido pela Rádio MEC nos dias 6 e 7 de outubro, teve como objetivo discutir os desafios da rádio pública no Brasil, novas tecnologias, novos formatos na radiofonia e a missão institucional da rádio pública no Brasil. Participaram das mesas redondas especialistas da área de comunicação e representantes de emissoras públicas de diversos países. Entre elas, a Rádio Nederland, da Holanda; a Rádio França Internacional; a Rádio Canadá; e do Laboratório Experimental de Arte Radiofônico, da Argentina. O encontro aconteceu no auditório do Arquivo Nacional, no Centro do Rio.

No primeiro dia do encontro, foram realizadas 3 mesas redondas: “A missão institucional de uma rádio pública”; “Informação cidadã e interesse público”; e “Capacitação e formação profissional para rádios públicas”. O encontro foi aberto por Beth Carmona, Diretora-presidente da ACERP, Jafeth Abraão, representante da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, e por Orlando Guilhon, Diretor-geral da Rádio MEC e presidente da ARPUB -Associação de Rádios Públicas.

Durante a mesa redonda “A missão institucional de uma rádio pública” Steve Spencer, ex-diretor da Wyso Radio, de Ohio, EUA, falou sobre a diferença entre rádio pública e comercial, sobre as duas grandes redes públicas norte-americanas de radiodifusão e suas principais estratégias;e as principais qualidades da rádio pública nos Estados Unidos. Já José Roberto Garcez, representante da Radiobrás, lembrou a questão das concessões de rádio, e destacou que autonomia de gestão é fundamental para melhor definir uma rádio pública. Para ele, “a rádio existe como um direito do cidadão”. Orlando Guilhon destacou a importância histórica da Rádio MEC e seus 70 anos dedicados à educação e cultura. Ainda lembrou a função da emissora como rádio-escola para formação e capacitação de profissionais e o trabalho realizado nos dias atuais.

“Informação cidadã e interesse público” foi o tema da segunda mesa, que reuniu Mário de Freitas, da Rádio Nederland, Annie Gasnier, da RFI, Ginette Lamarche, da Rádio Canadá, e Andreas Behn, da Agência Pulsar. “Capacitação e formação profissional para rádios públicas” foi a discussão da mesa composta por Denise Viola, representante do Cemina, Marcus Aurélio de Carvalho, da UNIRR, e Ana Baum, da UFF. No encerramento deste dia, a orquestra de cordas AcariOcamerata, fez uma apresentação para os participantes.

No sábado, os trabalhos tiveram início com a mesa “Rádio digital e convergência de mídias: o futuro da radiofonia”. Gustavo Gindre, do Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e Cultura fez um panorama da digitalização do rádio e apresentou as alternativas tecnológicas propostas para o Brasil. O palestrante Marcus Aurélio de Carvalho, da UNIRR, abordou o contexto em que foi colocada a temática da Comunicação no Brasil e no mundo, o surgimento das rádios comunitárias e ressaltou que Comunicação é um direito humano, garantido pela Declaração Universal dos Direitos do Homem e pela nossa Constituição.

A última mesa redonda foi sobre “Radioarte e arte no rádio”com Ricardo Haye, do Laboratório Experimental de Arte Radiofônico (Argentina), Janeth El Haouli da Universidade Estadual de Londrina e Marcelo Brissac, representante da Rádio MEC.

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