|
O Instituto Moreira Salles e o escritório Bulhões Pedreira, Bulhões Carvalho, Piva, Rosman e Souza Leão Advogados uniram-se ao Selo Rádio MEC para produzir um CD em homenagem aos 100 anos do maestro e compositor gaúcho Radamés Gnattali (1906-1988). Trata-se da gravação da obra integral para violoncelo e piano composta pelo artista e executada pelo violoncelista inglês David Chew, que toca na Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), e pela pianista carioca Fernanda Canaud.
O disco será lançado em um recital para convidados no próximo dia 5 de setembro, às 20h, no centro cultural carioca do Instituto (rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea), com transmissão ao vivo pela MEC FM – 98,9 Mhz.
Nascido em Porto Alegre no dia 27 de janeiro de 1906 – exatamente 150 anos depois do nascimento de Mozart –, Radamés Gnattali estudou piano para ser concertista e com 23 anos foi o solista no “Concerto nº 1 para piano e orquestra”, de Tchaikovsky, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. No final da década de 1920, mudou-se em definitivo para o Rio, trabalhando intensamente como compositor, intérprete e arranjador. Foi o responsável pelos primeiros arranjos orquestrais da música popular brasileira e, durante 30 anos a partir de meados da década de 1930, escreveu cerca de 10 mil arranjos para programas diários da Rádio Nacional – época em que teve sua maior fama popular –, entre eles os clássicos arranjos de “Carinhoso”, “Aquarela do Brasil” e “Copacabana”.
Entre muitas outras atividades, Radamés compôs dezenas de trilhas para cinema, incluindo a do pioneiro Ganga bruta (1933), apresentou-se com o seu sexteto no Brasil e no exterior ao longo de mais de três décadas, gravou discos solo, de câmara e sinfônicos – regendo ou tocando com parceiros que vão desde Raphael Rabello até a Sinfônica da BBC – e escreveu 270 obras de concerto. O repertório para violoncelo e piano, que cobre virtualmente toda sua carreira, é um bom exemplo da habilidade artesanal do compositor, seja em peças como a “Sonata nº 1” (1935) e “Flor da noite” (1938) – adaptada do original para violino e piano –, de marcada influência francesa, seja na música mais explicitamente calcada em motivos brasileiros, como a “Modinha & Baião” (1952).
David Chew e Fernanda Canaud começaram a mergulhar juntos no mundo de Radamés Gnattali quando David, iniciando um doutorado na Kingston University de Londres, convidou a pianista para uma interpretação da primeira sonata para violoncelo do compositor. Fernanda havia lançado em 1993 um primeiro álbum solo dedicado a Radamés, e David, quando deixou a Inglaterra em 1981 e veio para o Brasil, chegou a tocar com o próprio Radamés, ainda ativo aos 75 anos.
Radamés Gnattali: Obra integral para violoncelo e piano
David Chew e Fernanda Canaud
Lançamento: 05 de setembro de 2006, às 20h (para convidados)
Transmissão ao vivo pela MEC FM – 98,9 Mhz
Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea; tel.: (0 xx 21) 3284-7400
Estacionamento gratuito no local
www.ims.com.br
www.radiomec.com.br
|