FM: Dom, 27/05 -22h | AM: Ter, 29/05 -22h
As mais variadas canções sobre cores e tons nesta edição

As cores das mais variadas canções desfilam na paleta de nossos autores modernistas, como a Flor vermelha, dos paulistas Rômulo Fróes e Nuno Ramos, na voz de Nina Becker. A bossa O cravo vermelho, de Pernambuco e Sergio Malta, é cantada pelo compositor e produtor João Mello e o Tamba Trio. O sobrinho neto de Bebeto Castilho, um dos integrantes do trio, Marcelo Camelo, do grupo Los Hermanos, fecha o lado Vermelho do programa. Que vai para o Azul, de Djavan, com Ana Carolina acompanhando-se no baixo, a Saia azul, do pernambucano Silvério Pessoa e o Azul cristal, de Marcos Valle e Celso Fonseca.
Novas tonalidades são introduzidas neste Bossamoderna, a partir do Raí das cores (de Caetano Veloso) , o Brocal dourado, de Tulipa Ruiz, o Mulato carmim, do gaúcho Nelson Coelho de Castro e os Olhos negros, de Johnny Alf, na voz de Claudia Telles, filha da bossanovista Sylvia Telles. A estação final do programa é o branco de Básica, por Aline Muniz, Os dentes brancos do mundo, dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle e Branca (Danilo Caymmi/ João Carlos Pádua), pela majestosa Nana Caymmi.
FM: Dom, 20/05 -22h | AM: Ter, 22/05 -22h
Clássicos do gêneros revisitados por intérpretes contemporâneos. Entre eles Maíra Freitas, Yamandu Costa e Hamilton de Holanda

"Chorinho", de Cândido Portinari
Bossamoderna desta semana volta ao choro.
No repertório, Escorregando, de Ernesto Nazareth (gravada em 1925, pela Jazz Band Sul Americana de Romeu Silva), na releitura dialogada dos virtuoses Hamilton de Holanda e Yamandu Costa; O vôo da mosca, de Jacob do Bandolim, recriado pelo piano de formação erudita de Maíra de Freitas, filha de Martinho da Vila; e Falando de amor, de Leila Pinheiro, que singrou em seu disco de estreia (1983), o choro-canção de Tom Jobim.
Complementam a edição os gaitistas Mauricio Einhorn (Pedacinhos de céu) e Roberto Moraes (Brasileirinho) com releituras de clássicos de Waldir Azevedo; o compositor Fred Falcão com sua homenagem a Radamés Gnattali, em Radamestre, e ainda a dupla de violonistas/guitarristas Sandro Haick e Luciano Magno que exibem o lado chorão do forrozeiro Dominguinhos (Princesinha no choro).
Nome de proa na renovação do samba paulista, Eduardo Gudin estreou na era dos festivais em 1968, aos 18 anos, com Choro do amor vivido, num pioneiro arranjo orquestral do mago Hermeto Pascoal.
FM: Dom, 13/05 -22h | AM: Ter, 15/05 -22h
Neste domingo, seleção musical pautada na irreverência e na crítica aos costumes

Edu Krieger (Foto: Michelle Rodrigues)
O Bossamoderna injeta humor nesta edição, a começar pela Menina fricote, curioso samba de breque de Marilia Batista, favorita de Noel, sucesso de outra eleita do poeta da Vila, Aracy de Almeida. A música foi regravada pela cantora e pesquisadora carioca Tereza Virgínia. Integrante da irreverente vanguarda paulistana, o Grupo Rumo remodela Pão duro, única parceria da impensável dupla formada pelo pernambucano Luiz Gonzaga e o baiano Assis Valente. Também da mesma cena, ex-Premeditando o Breque, Wandi Doratiotto, brinca com um mito da literatura em Dostoievski.
O Grupo Manifesto brinca com estereótipos em Cabra macho (Mariozinho Rocha/ Guto Graça Melo), também fustigados na brincalhona Homem com H (Antonio Barros), revisitada por Zeca Baleiro. A música foi sucesso de Ney Matogrosso, escalado em sua divertida remissão do caricato ponto de macumba Só o ôme, êxito de Noriel Vilela, de 1968. O vanguardista catarinense Carlos Careqa samba no Rolo do Rolex e empilha uma hilária Sucessão de fracassos, enquanto o carioca Edu Krieger desenrola sua Serpentina e fustiga os tabus em Desestigma.
FM: Dom, 06/05 -22h | AM: Ter, 08/05 -22h
Novos trabalhos de Julia Bosco, Lenine, João Rabello, Claudette Soares, entre outros

Julia Bosco
Nesta semana, Bossamoderna destaca álbuns recém- lançados de alta qualidade musical. Como Chão, o mais recente álbum do pernambucano radicado no Rio, Lenine, com faixas como Envergo, mas não quebro e Seres estranhos. Filha de João Bosco, a cantora e compositora Julia Bosco estreia no CD Tempo, em parcerias com o marido, o guitarrista e tecladista Fábio Santana, como Desavisados e Curtição, esta última com vocal e teclados de Marcos Valle. Filho de Paulinho da Viola, o violonista João Rabello já chegou ao segundo disco, Uma pausa de mil compassos, onde relê a clássica do pai Para ver as meninas e mostra sua própria, Dobrando esquinas.
Princesinha do baião, que foi ícone da bossa paulista, Claudette Soares lança disco novo com uma releitura do manifesto Samba só, de Walter Santos e Teresa Souza, e suinga e sussurra no Samba com pressa (Rosa Passos/ Fernando Oliveira). Ainda no programa, entram as vozes novas e belas de Beth Marques, na incrível Há Miles que vem pra bem, de Aldir Blanc e Zé Paulo Becker, e Luzia Dvorek em Ilusão da casa (Vitor Ramil). Danilo Caymmi, filho de Dorival, faz parceria com a filha Alice em Arabesco, faixa de seu novo disco Alvear.
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