FM: Dom, 05/02 -22h | AM: Ter, 07/02 -22h
Novos trabalhos de alta qualidade musical; entre eles o do cantor e compositor Pipo Pegoraro

O rapper Criolo
Esta semana Bossamoderna apresenta novos trabalhos de alta qualidade musical, como o Longe de onde, segundo CD da baiana/pernambucana Karina Buhr que faz parte da nova geração de talentos de SP. Da mesma safra, é o rapper Criolo, cujo Nó na orelha se tornou unanimidade por alargar os espaços estéticos de seu estilo musical. Também de SP é o compositor e cantor Pipo Pegoraro, que demonstra uma pegada afro beat em seu novo disco, Táxi ímã, com a participação da cantora Luísa Maita em Samambaia.
Diva carioca pop, Marisa Monte lança disco novo, O que você quer saber de verdade, onde relê uma valsa esquecida de Jorge Ben, Descalços no parque, e retoma suas parcerias tribalistas com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes (Verdade, uma ilusão). Também carioca, Dori Caymmi, filho do baiano-mor, celebra 40 anos de parceria com Paulo César Pinheiro no CD Poesia musicada. E a mineira Patricia Ahmaral lança seu terceiro disco, Superpoder, no qual recria Demoníaca, clássico de Sueli Costa e Vitor Martins, lançado por Maria Bethânia.
FM: Dom, 29/01 -22h | AM: Ter, 31/01 -22h
A força da crença nas canções

Dóris Monteiro
A fé sempre foi expressa das mais diversas formas na música popular brasileira. Há até quem evoque um Deus brasileiro, como a dupla Marcos e Paulo Sérgio Valle, pela voz cool de Dóris Monteiro. A mesma dupla também abordou o assunto em composições tão variadas como Jesus, meu rei, O beato e O evangelho segundo San Quentin, todas gravadas por Marcos Valle. Outro compositor carioca, Paulo César Pinheiro, tanto evocou a divindade no reverente samba Maior é Deus, com o paulista Eduardo Gudin, quanto enveredou pelo sincretismo religioso no jogo de capoeira Toque de Santa Maria.
Também o pernambucano Naná Vasconcellos reverenciou no berimbau Santa Maria, através do arranjo que fez para a música do compositor angolado Kituxi.
Em Moçambique, nasceu o cineasta Ruy Guerra, parceiro de Edu Lobo na também sincrética Reza, um dos primeiros sucessos do compositor carioca. Caetano Veloso, autor de Sol negro gravada por Gal Costa e Maria Bethânia, ambas em início de carreira, reciclou o Baião da Penha, sucesso de Luiz Gonzaga. E João Gilberto fecha o programa com sua releitura da Ave Maria no morro, clássico de fé atemporal, da lavra de Herivelto Martins.
FM: Dom, 22/01 -22h | AM: Ter, 24/01 -22h
Nesta edição, canções sobre a loucura

Nesta edição, Nana Caymmi interpreta "Só louco"
O Bossamoderna faz o elogio da loucura através de músicas de várias épocas que trafegam na fronteira entre a insanidade a sensatez. Como o ancestral samba de Bide e Noel Rosa Fui louco, que o precursor modernista Mário Reis regravou em seu último disco, de 1971.
Estudioso empírico e obcecado do inconsciente, Wilson Batista escreveu duas músicas com o mesmo título, Louco, a primeira lançada por Orlando Silva e a segunda regravada por seu mais ilustre discípulo, João Gilberto.
Do samba carnavalesco Enlouqueci, repaginado pela estilista Alaíde Costa, a dois clássicos do samba-canção, turbinados pelas divas Nana Caymmi (Só louco) e Maria Bethânia (Loucura) até o Maluco beleza, carimbado pelo roqueiro Raul Seixas e regravado por Caetano Veloso, que também contribui com Louco por você. A chapa esquenta com os Mutantes da Balada do louco e Cê tá pensando que eu sou loki? e o Itamar Assumpção de Fico louco e Pirex, para encerrar na Mortal loucura, do baiano Gregório de Matos Guerra, musicada por José Miguel Wisnik e cantada por Mônica Salmaso.
FM: Dom, 15/01 -22h | AM: Ter, 17/12 -22h
Programa dedicado ao estilo que, nos Estados Unidos, originou-se a partir da fé religiosa

Música de "Chico", novo álbum de Chico Buarque, está no repertório
Célula mater da música afroamericana, o blues, que se espalhou pelo mundo e cativou também os modernistas brasileiros, é o destaque desta edição de Bossamoderna. No repertório, o carioca do Estácio Luiz Melodia, com seu Giros de sonho, do disco Mico de circo, de 1978; Chico Buarque com seu blues desalentado e belo, arriscado em seu último disco Chico, dedicado ao blues e à bossa. Também há espaço para a canção Essa pequena, cuja personagem, a cantora curitibana Thaís Gullin, aparece adiante no programa recriando um clássico setentista, Hotel das estrelas, no disco Jards, do compositor Macalé.
O roteiro também escala um Berimbau blues, pelo especialista Dinho Nascimento; um Samblues, pelo violonista mineiro Juarez Moreira; um Dinamite blues, puxado no jazz pelo quarteto do baixista Dôdo Ferreira e um sentido, mas humorado, Blues para Ryta, de Sueli Mesquita que homenageia a cantora Ryta de Cássia. O soulman carioca Ed Motta leva Essa canção, no disco do co-autor Chico Pinheiro e a gaúcha Gisa Pithan ralenta para um blues compassado o samba Vai vadiar (Monarco-Ratinho), megassucesso de Zeca Pagodinho.
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