FM: Dom, 27/05 -22h | AM: Ter, 29/05 -22h
As mais variadas canções sobre cores e tons nesta edição

As cores das mais variadas canções desfilam na paleta de nossos autores modernistas, como a Flor vermelha, dos paulistas Rômulo Fróes e Nuno Ramos, na voz de Nina Becker. A bossa O cravo vermelho, de Pernambuco e Sergio Malta, é cantada pelo compositor e produtor João Mello e o Tamba Trio. O sobrinho neto de Bebeto Castilho, um dos integrantes do trio, Marcelo Camelo, do grupo Los Hermanos, fecha o lado Vermelho do programa. Que vai para o Azul, de Djavan, com Ana Carolina acompanhando-se no baixo, a Saia azul, do pernambucano Silvério Pessoa e o Azul cristal, de Marcos Valle e Celso Fonseca.
Novas tonalidades são introduzidas neste Bossamoderna, a partir do Raí das cores (de Caetano Veloso) , o Brocal dourado, de Tulipa Ruiz, o Mulato carmim, do gaúcho Nelson Coelho de Castro e os Olhos negros, de Johnny Alf, na voz de Claudia Telles, filha da bossanovista Sylvia Telles. A estação final do programa é o branco de Básica, por Aline Muniz, Os dentes brancos do mundo, dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle e Branca (Danilo Caymmi/ João Carlos Pádua), pela majestosa Nana Caymmi.
13/05/2012
FM: Dom, 20/05 -22h | AM: Ter, 22/05 -22h
Clássicos do gêneros revisitados por intérpretes contemporâneos. Entre eles Maíra Freitas, Yamandu Costa e Hamilton de Holanda

"Chorinho", de Cândido Portinari
Bossamoderna desta semana volta ao choro.
No repertório, Escorregando, de Ernesto Nazareth (gravada em 1925, pela Jazz Band Sul Americana de Romeu Silva), na releitura dialogada dos virtuoses Hamilton de Holanda e Yamandu Costa; O vôo da mosca, de Jacob do Bandolim, recriado pelo piano de formação erudita de Maíra de Freitas, filha de Martinho da Vila; e Falando de amor, de Leila Pinheiro, que singrou em seu disco de estreia (1983), o choro-canção de Tom Jobim.
Complementam a edição os gaitistas Mauricio Einhorn (Pedacinhos de céu) e Roberto Moraes (Brasileirinho) com releituras de clássicos de Waldir Azevedo; o compositor Fred Falcão com sua homenagem a Radamés Gnattali, em Radamestre, e ainda a dupla de violonistas/guitarristas Sandro Haick e Luciano Magno que exibem o lado chorão do forrozeiro Dominguinhos (Princesinha no choro).
Nome de proa na renovação do samba paulista, Eduardo Gudin estreou na era dos festivais em 1968, aos 18 anos, com Choro do amor vivido, num pioneiro arranjo orquestral do mago Hermeto Pascoal.
FM: Dom, 13/05 -22h | AM: Ter, 15/05 -22h
Neste domingo, seleção musical pautada na irreverência e na crítica aos costumes

Edu Krieger (Foto: Michelle Rodrigues)
O Bossamoderna injeta humor nesta edição, a começar pela Menina fricote, curioso samba de breque de Marilia Batista, favorita de Noel, sucesso de outra eleita do poeta da Vila, Aracy de Almeida. A música foi regravada pela cantora e pesquisadora carioca Tereza Virgínia. Integrante da irreverente vanguarda paulistana, o Grupo Rumo remodela Pão duro, única parceria da impensável dupla formada pelo pernambucano Luiz Gonzaga e o baiano Assis Valente. Também da mesma cena, ex-Premeditando o Breque, Wandi Doratiotto, brinca com um mito da literatura em Dostoievski.
O Grupo Manifesto brinca com estereótipos em Cabra macho (Mariozinho Rocha/ Guto Graça Melo), também fustigados na brincalhona Homem com H (Antonio Barros), revisitada por Zeca Baleiro. A música foi sucesso de Ney Matogrosso, escalado em sua divertida remissão do caricato ponto de macumba Só o ôme, êxito de Noriel Vilela, de 1968. O vanguardista catarinense Carlos Careqa samba no Rolo do Rolex e empilha uma hilária Sucessão de fracassos, enquanto o carioca Edu Krieger desenrola sua Serpentina e fustiga os tabus em Desestigma.
06/05/2012
FM: Dom, 06/05 -22h | AM: Ter, 08/05 -22h
Novos trabalhos de Julia Bosco, Lenine, João Rabello, Claudette Soares, entre outros

Julia Bosco
Nesta semana, Bossamoderna destaca álbuns recém- lançados de alta qualidade musical. Como Chão, o mais recente álbum do pernambucano radicado no Rio, Lenine, com faixas como Envergo, mas não quebro e Seres estranhos. Filha de João Bosco, a cantora e compositora Julia Bosco estreia no CD Tempo, em parcerias com o marido, o guitarrista e tecladista Fábio Santana, como Desavisados e Curtição, esta última com vocal e teclados de Marcos Valle. Filho de Paulinho da Viola, o violonista João Rabello já chegou ao segundo disco, Uma pausa de mil compassos, onde relê a clássica do pai Para ver as meninas e mostra sua própria, Dobrando esquinas.
Princesinha do baião, que foi ícone da bossa paulista, Claudette Soares lança disco novo com uma releitura do manifesto Samba só, de Walter Santos e Teresa Souza, e suinga e sussurra no Samba com pressa (Rosa Passos/ Fernando Oliveira). Ainda no programa, entram as vozes novas e belas de Beth Marques, na incrível Há Miles que vem pra bem, de Aldir Blanc e Zé Paulo Becker, e Luzia Dvorek em Ilusão da casa (Vitor Ramil). Danilo Caymmi, filho de Dorival, faz parceria com a filha Alice em Arabesco, faixa de seu novo disco Alvear.
29/04/2012
FM: Dom, 29/04 -22h | AM: Ter, 29/04 -22h
Programa desta semana fala dos seres que habitam este planeta além dos humanos

Jorge Mautner
No repertório desta edição, Jorge Mautner dá voz aos bichos, na composição que intitula o programa: Samba dos animais.
O cortejo é variado. Há o volumoso O elefante (Robertinho de Recife/Fausto Nilo), na delicada voz de Fernanda Takai, a tortuosa Lambada de serpente (parceria com Cacaso) e o matreiro Tem boi na linha (com Paulo Emilio e Aldir Blanc), ambos pelo co-autor Djavan. E ainda o cricrilar de Os grilos (Marcos/Paulo Sérgio Valle), o coaxar da Ibiporã, a rã que ri (Arrigo Barnabé), na voz de pássaros na garganta de Tetê Espíndola e O batráquio (Amilton Godoi) pelo grupo instrumental do percussionista João Parahyba.
O compositor carioca Glauco Lourenço e a cantora potiguar Tânia Soares contam Carneirinhos antes do sono. Paulista de Taubaté, radicado no Rio, Edu Kneip trota seu Cavalo de São Jorge e bate Palmas pro leão. Os felinos, aliás, dominam o fecho do programa com o Leão do norte por Elba Ramalho e o co-autor da música Lenine, o Gato gaiato (Jean/Paulo Garfunkel/Prata) na voz de Zizi Possi e o Negro gato (Getúlio Cortes) com Luiz Melodia.
22/04/2012
FM: Dom, 22/04 -22h | AM: Ter, 24/04 -22h
Programa prova que o dia a dia também pode dar samba e outras bossas modernas

Chico Buarque
Nesta edição, Chico Buarque, autor do clássico Cotidiano, tema do programa, volta ao assunto no sarcástico baião Querido diário. Pontual, o compositor da nova geração carioca Pedro Moraes manda o Samba da quarta feira. Nana Caymmi Chega de tarde, e a dupla de irmãos compositores cariocas Marcos e Paulo Sérgio Vale exorciza um símbolo da escravidão diária: Nem paletó, nem gravata. Outros dois irmãos, os paulistas Guilherme e Carlinhos Vergueiro, sincopam o cotidiano do casal Maria e Ademar.
Gaúcho de Alegrete, radicado há anos em Paris, Marcio Faraco faz uma viagem proustiana ao lar do avô, em Na casa do seu Humberto, enquanto Joyce Moreno passa o Fim de semana em Eldorado, shangri-lá de Johnny Alf. Já Chico Cesar debate a relação, De uns tempos pra cá. Mas, enfim, é domingo em várias canções: Domingo de céu (Matheus Von Krüger/ Pedro Mangia), Domingo de verão (Mário Adnet/ João Donato/ Bernardo Vilhena) e Domingou (Gilberto Gil/ Torquato Neto).
15/04/2012
FM: Dom, 15/04 -22h | AM: Ter, 17/04 -22h
Neste programa, seleção musical criada a partir da estética nordestina
A vigorosa estética nordestina infiltrou-se nas veias abertas da MPB e contagiou os modernistas, como a paulista Ná Ozzetti, que compôs o cambiante baião Equilíbrio, com seu ex-colega de grupo Rumo, o também paulista Luiz Tatit. O carioca Ricardo Vilas, ex- Momento Quatro manda seu xote Gabriel, assim como a também carioca Antonia Adnet, que revisita no disco de estreia Quero um xamego, de Dominguinhos e Anastácia. Dominguinhos está presente ainda na Linha de fogo, composição interpretada por sua autora, a paulista Vanessa Bumagny.
Duas duplas instrumentais também reverenciam a música nordestina. Os cariocas Marcelo Caldi (acordeon) e Fábio Luna (flauta, percussão) traçam material próprio (Lembrei do Ceará) e de Gonzaguinha (Espere por mim, morena). O bandonilista carioca criado em Brasília Hamilton de Holanda e o pianista niteroiense radicado em São Paulo, André Mehmari tocam Hermeto Pascoal (Santo Antonio). O programa ainda tem o percussionista pernambucano Naná Vasconcellos (Pó de chinelo) e fecha com uma apoteótica Asa branca nas cordas do violonista mór, Baden Powell.
08/04/2012
01/04/2012
Dom, 08/04 - 7h
A pegada eletrônica de Gal Costa, o carnaval de Roberta Sá e o samba do Casuarina, entre outros trabalhos, compõem o repertório da edição

Capa de "Segunda Pele", novo trabalho de Roberta Sá
Neste domingo, Bossamoderna apresenta discos recém-lançados de alta qualidade musical. Como o radical processo de renovação da veterana cantora Gal Costa em seu reencontro com a dissonância e a sintonia com a eletrônica de ponta, em Recanto. O CD traz repertório de Caetano Veloso e produção de seu filho, Moreno Veloso. Também vanguardista é o projeto Passo Torto dos músicos de São Paulo, Rômulo Fróes, Kiko Dinucci, Rodrigo Campos e Marcelo Cabral. Ex- integrante do grupo Cordel do Fogo Encantado, Lirinha estreia solo com temas intrigantes como Ducontra e Noite fria.
A cantora potiguar radicada no Rio, Roberta Sá, surge com disco novo, Segunda pele, no qual canta Wilson Moreira (No arrebol) e Dudu Falcão (Você não poderia surgir agora). Também do núcleo musical da Lapa carioca, que projetou Roberta, o grupo Casuarina defende seu Ponto de vista. E o baterista paulista João Parahyba, do lendário Trio Mocotó, em seu solo O samba no balanço do jazz revisita o megaclássico Nanã, de Moacir Santos, lançado por Nara Leão, em 1964.
FM: Dom, 01/04 -22h | AM: Ter, 03/04 -22h
Instrumento de cordas é celebrado nesta edição

O músico carioca Arthur Maia
Em geral, confinado à cozinha das bandas e conjuntos, o contrabaixo também pode ser instrumento solista, como demonstra, nesta edição, o carioca Arthur Maia. Em O tempo e a música, seu recente disco, o músico sola o clássico Abismo de rosas.
Bossamoderna apresenta ainda outros baixistas solistas como Dôdo Ferreira, em Mon rêve; Luiz Alves, em Minha esperança (parceria com o também baixista Luizão Maia) e Dudu Lima (Brasileirinho, Aquarela do Brasil). Na edição, o ex-baixista do grupo de Hermeto Pascoal, Itiberê Zwarg lidera a Itiberê Oquestra Família, em que pontifica em Na calada da noite.
Considerada a “João Gilberto de saias” por sua precisão vocal, a cantora baiana Rosa Passos dialoga com os baixistas Paulo Pauleli, em Nossos momentos, e Jorge Helder, em O amor a rosa, assim como a paraense Jane Duboc dueta com Arismar do Espírito Santo, em Ai que saudades da Amélia.
Para finalizar, a mineira Ana Carolina surpreende cantando e se acompanhando no contrabaixo em Azul (Djavan) e a carioca Silvia Machete, de longo percurso no exterior, faz uma ode apaixonada ao instrumento em Baixo.
25/03/2012
FM: Dom, 25/03 -22h | AM: Ter, 27/03 -22h
Eles sempre povoaram as canções dos modernistas

A cantora BluBell que já foi "BlueBell"
Bossamoderna abre esta edição com 4, 3, 2, 1, contagem regressiva da paulistana Giana Viscardi, seguida por Dois, da carioca Antonia Adnet e ainda Um e dois, de Antonio Villeroy.
Do gaúcho, saltamos para o clássico do poder jovem setentista, Com mais de 30, dos irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle, que também escreveram Vinte e seis anos de vida normal. O número Vinte e seis também inspirou Gilberto Gil, só que na seara do baião. De Gil ainda são Banda Um, de seu disco oitentista Um banda Um e Das duas, uma, de Banda Dois, gravado em 2009.
Gal Costa desfia no programa Três da madrugada, faixa de um raro compacto encartado no póstumo livro Os últimos dias de Paupéria, com a obra literária do co-autor, o poeta tropicalista Torquato Neto.
Tem ainda O Trem das Onze, de Adoniran Barbosa que, na edição, ganha versão minimalista de Monica Salmaso, Nelson Ayres e Teco Cardoso. Para finalizar, outra cantora/autora paulistana, Blubell, na contagem progressiva de sua composição, 1,2,3,5.
18/03/2012
FM: Dom, 18/03 -22h | AM: Ter, 20/03 -22h
Recriações de sambas de Noel Rosa e João Nogueira interpretados por Johnny Alf, entre outras músicas dão o tom do programa

Noel Rosa
Centro gravitacional da modernidade, o samba esbanja vitalidade por conta de sua capacidade de miscigenação com outros estilos e abordagens. Como no Rolo do Rolex, desenrolado pelo vanguardista catarinense Carlos Careqa. Paulista de Taubaté radicado no Rio, Edu Kneip também faz sambas com outras síncopas e sotaques, como demonstra em Muda Mendanha (com Mauro Aguiar) e O contador de histórias. O programa ainda apresenta inesperadas releituras de sambas tradicionais como Palhaço (Nelson Cavaquinho) interpretada pela cantora paulista Céu, e Iracema, de Adoniran Barbosa, na voz do Titã Sérgio Brito.
Carlos Lyra, que também remodelou o megaclássico Tristeza, de Haroldo Lobo e Niltinho, tem sua sarcástica Essa passou, parceria com Chico Buarque do tempo em que a censura barrava todas, recriada por Beth Carvalho.
Em Meu samba no prato, tributo ao fabuloso baterista Edison Machado e ao samba jazz do qual foi expoente, o baixista Marcos Paiva, à frente do grupo MP6, revisita de forma inusitada Acender as velas, ícone do samba de protesto de Zé Keti, celebrizado por Nara Leão. E ainda há Johnny Alf em inesperadas recriações de sambas de Noel Rosa (Palpite infeliz) e João Nogueira (Tempo à beça).
11/03/2012
FM: Dom, 11/03 -22h | AM: Ter, 13/03 -22h
Músicas que narram e/ou imaginam relações do homem com o espaço

O primeiro astronauta do programa é o erudito/popular Egberto Gismonti, em seu primeiro disco, em 1969, com O sonho e P’rum espaço. Maria Alcina também viaja no Espaço sideral, enquanto a dupla de irmãos Marcos e Paulo Sergio Valle encena um Beijo sideral. No começo da carreira, em plena implantação da bossa nova, Alaíde Costa já andava No mundo da lua, a bordo de um Lunik. A mesma nave de Gilberto Gil em que Elis Regina embarcou em 1966, na marcial e sambista Lunik 9.
O compositor e intérprete carioca Julio Dain, que viveu anos em Paris, descreve sua Ficção científica, um mini conto musicado sobre abdução, e segue no tema em Outra dimensão. A noviça compositora e cantora Ana Clara Horta entra em Órbita, enquanto Renata Gebara explora o Planeta Vênus, de Pepeu, Baby e a filha deles, Riroca. Alienígena importada, que foi incorporada ao país via Sérgio Murilo e o tropicalismo, Marcianita volta repaginada pela mineira-baiana Jussara Silveira.
04/03/2012
FM: Dom, 04/03 -22h | AM: Ter, 06/03 -22h
Nesta edição, trabalhos inéditos como "Um grito solto no ar", álbum de Georgette Fadel em homenagem a Gianfrancesco Guarnieri

Capa de "Diurno", CD de estreia do Quarteto Ava
Nesta semana, discos recém-lançados de alta qualidade musical são os destaques de Bossamoderna. Como a estreia do quarteto Ava, liderado por Ava Rocha, filha do cineasta Glauber Rocha. De seu disco, Diurno, são Doce explosão, da própria cantora, e uma releitura de Pra dizer adeus, clássico de Edu Lobo e Torquato Neto.
A atriz e cantora Georgette Fadel homenageou o lado compositor do teatrólogo Gianfrancesco Guarnieri no disco Um grito solto no ar. Dele é a parceria de Guarnieri e Adoniran Barbosa, Nois não usa blequetais, da peça e filme Eles não usam black-tie e Mesa de bar, parceria com Toquinho, da peça Botequim.
Filho da cantora Tetê Espíndola e do compositor Arnaldo Black, Dani Black mostra personalidade autoral em seu disco de estréia, na faixa Juntos outra vez. Fenômeno inicial na internet, a cantora Mallu Magalhães amplia sua pegada estética em Pitanga, onde compõe e canta da neobossa Ô Ana ao Sambinha bom. O programa tem ainda faixas dos novos discos de duas outras cantoras, a mineira Jussara Silveira (Ame ou se mande) e a baiana Rosa Passos (É luxo só).
26/02/2012
19/02/2012
FM: Dom, 26/02 -22h | AM: Ter, 28/02 -22h
Programa destaca canções com nomes femininos

A atriz Cacilda Becker inspirou José Miguel Wisnik.
Bossamoderna desta semana resgata nomes femininos que sempre inspiraram os modernistas. Um deles é Nina, música inserida no mais recente disco de Chico Buarque, que exagera na dose e na amnésia; além da curiosa Barafunda, em que misturam-se diversos nomes de mulher (Aurora, Aurélia, Ariela, Glorinha, Maristela, Barbarela). Luiz Melodia, o bluesman do Estácio carioca, canta duas musas, Mary e Baby Rose, porém em músicas separadas. A Alice de Lewis Carroll é evocada em Ali sim, Alice, de Tom Zé, que participa desta faixa do disco da curitibana Thaís Gullin.
A atriz Cacilda Becker molda Cacilda, letra e música do compositor e ensaísta José Miguel Wisnik, gravada pela dupla de voz & piano formada pela paulistana Virginia Rosa e o gaúcho Geraldo Flach. Dora, a “rainha do frevo e do maracatu”, que Dorival Caymmi retratou em 1945, ressurge na releitura da cantora carioca Ana Cristina. E há Berenices celebradas por Marcos Valle (em sua parceria com o mano Paulo Sérgio) e Beth Carvalho, esta em começo de carreira, num festival de MPB, de 1968. Enfim, há sempre um nome de mulher, como Daniela, de Tunai, irmão de João Bosco.
12/02/2012
FM: Dom, 12/02 -22h | AM: Ter, 14/02 -22h
Ritmo originário do nordeste que mistura marcha, maxixe e elementos da capoeira é o destaque da edição

Ritmo que, a partir de Pernambuco, incendeia folia há mais de um século, o frevo, tema de Bossamoderna desta semana, também inspirou a modernidade. Como a dupla Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro do acidentado e veloz Ninho de vespa, na voz de Soraya Ravenle. Ou os dissonantes frevos do Thiago Amud (Aquela ingrata, Enquanto existe carnaval) e o desiludido pernambucano Armando Lobo (O crepúsculo do frevo). Duas guitarras celebram Dominguinhos, as de Sandro Heick e Luciano Magno, em Onze de abril e Domingando, enquanto André Mehmari (piano) e Hamilton de Holanda (bandolim) reverenciam Egberto Gismonti (Frevo).
O programa traz ainda o violonista mineiro Thiago Delegado com Olindeando e Belezura e o compositor nordestino Chico Maranhão com Gabriela, sua concorrente ao célebre Festival da MPB de 1967 (vencido por Ponteio), pelo MPB-4, e ainda um Frevo do barulho. Não podia faltar o toque de bossa de Marcos Valle ao gênero, em suas parcerias com Paulo Sérgio Valle e o baixista pernambucano Novelli, em Pelas ruas do Recife e Frevo novo (esta, com participação autoral de Taiguara).
05/02/2012
FM: Dom, 05/02 -22h | AM: Ter, 07/02 -22h
Novos trabalhos de alta qualidade musical; entre eles o do cantor e compositor Pipo Pegoraro

O rapper Criolo
Esta semana Bossamoderna apresenta novos trabalhos de alta qualidade musical, como o Longe de onde, segundo CD da baiana/pernambucana Karina Buhr que faz parte da nova geração de talentos de SP. Da mesma safra, é o rapper Criolo, cujo Nó na orelha se tornou unanimidade por alargar os espaços estéticos de seu estilo musical. Também de SP é o compositor e cantor Pipo Pegoraro, que demonstra uma pegada afro beat em seu novo disco, Táxi ímã, com a participação da cantora Luísa Maita em Samambaia.
Diva carioca pop, Marisa Monte lança disco novo, O que você quer saber de verdade, onde relê uma valsa esquecida de Jorge Ben, Descalços no parque, e retoma suas parcerias tribalistas com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes (Verdade, uma ilusão). Também carioca, Dori Caymmi, filho do baiano-mor, celebra 40 anos de parceria com Paulo César Pinheiro no CD Poesia musicada. E a mineira Patricia Ahmaral lança seu terceiro disco, Superpoder, no qual recria Demoníaca, clássico de Sueli Costa e Vitor Martins, lançado por Maria Bethânia.
29/01/2012
FM: Dom, 29/01 -22h | AM: Ter, 31/01 -22h
A força da crença nas canções

Dóris Monteiro
A fé sempre foi expressa das mais diversas formas na música popular brasileira. Há até quem evoque um Deus brasileiro, como a dupla Marcos e Paulo Sérgio Valle, pela voz cool de Dóris Monteiro. A mesma dupla também abordou o assunto em composições tão variadas como Jesus, meu rei, O beato e O evangelho segundo San Quentin, todas gravadas por Marcos Valle. Outro compositor carioca, Paulo César Pinheiro, tanto evocou a divindade no reverente samba Maior é Deus, com o paulista Eduardo Gudin, quanto enveredou pelo sincretismo religioso no jogo de capoeira Toque de Santa Maria.
Também o pernambucano Naná Vasconcellos reverenciou no berimbau Santa Maria, através do arranjo que fez para a música do compositor angolado Kituxi.
Em Moçambique, nasceu o cineasta Ruy Guerra, parceiro de Edu Lobo na também sincrética Reza, um dos primeiros sucessos do compositor carioca. Caetano Veloso, autor de Sol negro gravada por Gal Costa e Maria Bethânia, ambas em início de carreira, reciclou o Baião da Penha, sucesso de Luiz Gonzaga. E João Gilberto fecha o programa com sua releitura da Ave Maria no morro, clássico de fé atemporal, da lavra de Herivelto Martins.
22/01/2012
FM: Dom, 22/01 -22h | AM: Ter, 24/01 -22h
Nesta edição, canções sobre a loucura

Nesta edição, Nana Caymmi interpreta "Só louco"
O Bossamoderna faz o elogio da loucura através de músicas de várias épocas que trafegam na fronteira entre a insanidade a sensatez. Como o ancestral samba de Bide e Noel Rosa Fui louco, que o precursor modernista Mário Reis regravou em seu último disco, de 1971.
Estudioso empírico e obcecado do inconsciente, Wilson Batista escreveu duas músicas com o mesmo título, Louco, a primeira lançada por Orlando Silva e a segunda regravada por seu mais ilustre discípulo, João Gilberto.
Do samba carnavalesco Enlouqueci, repaginado pela estilista Alaíde Costa, a dois clássicos do samba-canção, turbinados pelas divas Nana Caymmi (Só louco) e Maria Bethânia (Loucura) até o Maluco beleza, carimbado pelo roqueiro Raul Seixas e regravado por Caetano Veloso, que também contribui com Louco por você. A chapa esquenta com os Mutantes da Balada do louco e Cê tá pensando que eu sou loki? e o Itamar Assumpção de Fico louco e Pirex, para encerrar na Mortal loucura, do baiano Gregório de Matos Guerra, musicada por José Miguel Wisnik e cantada por Mônica Salmaso.
15/01/2012
FM: Dom, 15/01 -22h | AM: Ter, 17/12 -22h
Programa dedicado ao estilo que, nos Estados Unidos, originou-se a partir da fé religiosa

Música de "Chico", novo álbum de Chico Buarque, está no repertório
Célula mater da música afroamericana, o blues, que se espalhou pelo mundo e cativou também os modernistas brasileiros, é o destaque desta edição de Bossamoderna. No repertório, o carioca do Estácio Luiz Melodia, com seu Giros de sonho, do disco Mico de circo, de 1978; Chico Buarque com seu blues desalentado e belo, arriscado em seu último disco Chico, dedicado ao blues e à bossa. Também há espaço para a canção Essa pequena, cuja personagem, a cantora curitibana Thaís Gullin, aparece adiante no programa recriando um clássico setentista, Hotel das estrelas, no disco Jards, do compositor Macalé.
O roteiro também escala um Berimbau blues, pelo especialista Dinho Nascimento; um Samblues, pelo violonista mineiro Juarez Moreira; um Dinamite blues, puxado no jazz pelo quarteto do baixista Dôdo Ferreira e um sentido, mas humorado, Blues para Ryta, de Sueli Mesquita que homenageia a cantora Ryta de Cássia. O soulman carioca Ed Motta leva Essa canção, no disco do co-autor Chico Pinheiro e a gaúcha Gisa Pithan ralenta para um blues compassado o samba Vai vadiar (Monarco-Ratinho), megassucesso de Zeca Pagodinho.
FM: Dom, 08 - 22h | AM: Ter, 10 - 22h
Músicas cuja temática são os meses do ano

Em pleno começo do ano, o Bossamoderna desfolha o calendário. E começa com vários modernistas que tematizam este mês inicial. Como Dias de janeiro, na voz e autoria do pernambucano Otto. E mais De janeiro a janeiro, por seu conterrâneo Alceu Valença, Forró de janeiro, do carioca Luis Melodia, Dobrado de janeiro pelo grupo Aquarela Carioca e ainda 24 de janeiro, de Hermeto Pascoal, com seus discípulos da Itiberê Orquestra Família.
Dois de fevereiro, de Dorival Caymmi com Gal Costa, prossegue na contagem dos meses que tem ainda o Rio de Janeiro, fevereiro e março, do Aquele abraço, de Gilberto Gil, e as Águas de março, de Tom Jobim, com ele e Elis Regina, ambas em gravações históricas e completas. Os meses escoam ao sabor do Vento de maio (Gil/Torquato Neto), por Nara Leão e Outubro, de Milton Nascimento, interpretada pelo próprio, até o quase dezembro, de Anos dourados, parceria autoral de Tom Jobim e Chico Buarque, com a dupla.
08/01/2012
01/01/2012
FM: Dom, 01 -22h | AM: Ter, 03 - 22h
Discos recém-lançados de alta qualidade musical

O programa comenta o sétimo disco de Affonsinho, com onze faixas autorais
Neste programa, Zague zeia, do mineiro Affonsinho, violonista, guitarrista e compositor que faz uma neobossa com tintura pop.
Radicado há 17 anos em Nova York, autor do sucesso Lua e estrela , gravado por Caetano Veloso, de cuja banda fez parte, o amazonense Vinicius Cantuária também tece uma neobossa em seu disco mais recente, Samba carioca. Faz parceria com Marcos Valle em Praia Grande e repagina o clássico de Menescal & Bôscoli, Vagamente.
Filha do músico e arranjador Mario Manga, do Premê, da vanguarda paulistana, Mariana Aydar lança disco novo (Cavaleiro selvagem aqui te sigo) e assina arranjos grandiosos com Duane e Letieres Leite, da Orquestra Rumpilez. Max Viana, filho de Djavan também está com um novo CD (Um quadro de nós dois), assim como o baixista Arthur (sobrinho de Luizão) Maia. Uma das faixas (Um abraço no João), ele divide com o violão do autor Gilberto Gil, e em outra, Minha palhoça, homenageia em dueto com Mart’nália outro parente seu, o compositor J.Cascata.
25/12/2011
FM: Dom, 25/12 -22h | AM: Ter, 27/12 -22h
Uma forma delicada de canção de ninar

Nana Caymmi interpreta "Acalanto", canção composta por Dorival Caymmi em sua homenagem
Acalanto, que se aclimatou também à modernidade, foi desenvolvido por artistas de todos os estilos. Um bom exemplo é a Primeira cantiga, de Edu Lobo e Paulo Cesar Pinheiro, gravada por Edu e Mônica Salmaso. A cantora paulista também embala o Acalanto do mineiro Mario Gil (parceria com Zeca Ferreira). Também de Minas, o violonista Juarez Moreira (Acalanto) e o neo-bossa pop Affonsinho (Silêncio) trazem diferentes formatos do mesmo gênero. A Aquarela Carioca tece seu Acalanto para Julia e a cantora Claudia o raro Acalanto, de Walter Santos e Teresa Souza. Outro casal, formado pelo pianista Francis Hime e a cantora Olivia Hime, apresentam Mariposa e Desacalanto. Francis ainda assina e dueta em Luisa, com Chico Buarque, que também aparece com Acalanto, do disco Construção, de 1971. Em dois momentos mágicos, a diva Nana Caymmi entoa a sutil Isso e aquilo e fecha o programa com o antológico Acalanto, que o pai, Dorival Caymmi, fez para ela.
18/12/2011
11/12/2011
FM: Dom, 11/12 -22h | AM: Ter, 13/12 -22h
Tema que sempre fascinou os modernistas

Mar
Esta edição do Bossamoderna navega em águas profundas. A começar pelo Lugar comum, de João Donato e Gilberto Gil, cantado por Paula Morelenbaum. Pianista, compositora e cantora, Delia Fischer propaga Vozes no mar, enquanto Roberta Sá e o Trio Madeira Brasil mergulham na Marejada, no disco em que prestam tributo ao compositor baiano Roque Ferreira. Outro baiano, Gilberto Gil, infiltra ecologia em seu forró futurista e engajado, Marmundo.
Outras sereias (en)cantam o mar, tema das paulistas Ana Paula Lopes (Sereia, amor d’água) e Ligiana (Onda) e das cariocas Anna Luisa Rato (Bailarina do mar) e Lili Araújo (Lendas do mar).
De Paris, em parceria com o filho do grande violonista, Philippe Baden Powell, Marcio Faraco sincopa No balanço do mar. Dori Caymmi honra o pai, criador das canções praieiras, em Quebra mar (com Paulo César Pinheiro). O programa fecha na Maré morta, rara parceria de Edu Lobo com Ruy Guerra, concorrente do turbulento Festival Internacional da Canção, de 1968.
04/12/2011
FM: Dom, 04/12 -22h | AM: Ter, 06/12 -22h
O gênero e suas transformações

Canções de "Ária" - CD de Djavan, lançado em 2010, compõem o repertório
Força motriz da MPB, o samba não para de sofrer transformações. Nesta edição, Djavan, compositor que se projetou com um estilo de samba diferenciado, reverencia a velha escola na releitura de dois clássicos em seu disco Ária, de 2010: Disfarça e chora (Cartola/Dalmo Castelo) e Apoteose ao samba (Silas de Oliveira/Mano Décio da Viola). Outras revisitas do roteiro evocam Assis Valente (E bateu-se a chapa, com a cantora paulista Silvia Maria), Noel Rosa e João Mina (De babado, com a dupla Alcione e João Nogueira) e o carnavalesco Não me diga adeus (Paquito/Luís Soberano/João Correa da Silva) numa atmosfera intimista pela cantora da nova safra, Nina Becker.
Também há revisitas instrumentais de sambas emblemáticos como Folhas secas (Nelson Cavaquinho/Guilherme de Brito) por Gilson Peranzzetta (piano) e Mauro Senise (sopros) e O escurinho (Geraldo Pereira), por Guilherme Vergueiro (piano) e Teco Cardoso (sopros). E ainda há novos exemplares do velho gênero, como Fred Astaire do samba (Mário e Chico Adnet com Pedro Miranda), Samba meu (Rodrigo Bittencourt, por Maria Rita) e Samba na mão, eu tenho, com a autora, a capixaba, Tamy.
27/11/2011
FM: Dom, 27/11 -22h | AM: Ter, 29/11 -22h
Programa recapitula a carreira de Fred Falcão

Fred Falcão
Veterano de festivais e trilhas de novelas, o compositor Fred Falcão, finalmente, lança o primeiro disco reunindo sua obra, Voando na Canção. O programa vai recapitular sua carreira que começou no final da bossa nova, com a gravação da primeira composição, Vem cá menina, pelo grupo vocal Os Cariocas, em 1966, e a seguir a toada moderna Maria Aninha (parceria com Paulinho Tapajós), uma das gravações do início da carreira da cantora Beth Carvalho.
Voando na canção reúne um elenco estelar para cantar as músicas do pernambucano Fred que começou, já radicado no Rio, aos 15 anos no acordeom, e depois passou para o piano, em 1955, liderando um quarteto com o trombonista Raul de Souza, ainda pré-Beco das Garrafas. Também cria deste ambiente, Leny Andrade é uma das convidadas do disco, na faixa Samba iluminado.
Da mesma forma, Os Cariocas comparecem rebobinando a bossa nova, em Regressiva. Em Jam session, na voz de Claudya, o compositor justifica o apelido da adolescência de Fred Bebop, devido a sua admiração pelos cultores da corrente, Charlie Parker, Dizzy Gillespie e Art Blakey.
Outras composições de Fred, e respectivos intérpretes, que serão ouvidas no programa:
Céu de brilhante, homenagem ao violonista Guinga com o próprio e a cantora Sanny Alves
Lourinha (parceria com Arnoldo Medeiros) com o Boca Livre
Namorada, por Pery Ribeiro e Kay (filha de Carlos) Lyra
Shirley Sexy com o grupo Chicas
Radamestre, parceria com Carlos Henrique Costa, homenagem ao grande maestro Radamés Gnattali que o próprio Fred Falcão canta
20/11/2011
FM: Dom, 20/11 -22h | AM: Ter, 22/11 -22h
Edição destaca a tematização do fenômeno climático na MPB

Canção de Edu Lobo compõe o repertório
Programa aborda a tematização da seca, fenômeno climático secular, que assola principalmente a região nordestina brasileira, de várias formas na MPB. A começar pelo épico Vozes da seca, que dá título ao programa, uma parceria de Luiz Gonzaga e Zé Dantas, precursora da canção de protesto, gravada em 1953. Sucesso maior da obra de Gonzaga (com outro parceiro, Humberto Teixeira), Asa branca ressurge na versão guerreira de Geraldo Vandré, que também interpreta sua saga Canção nordestina.
O cearense Fagner aparece em duas recriações, O último pau de arara, de seu disco de estreia, e Súplica cearense, do baiano Gordurinha, em registro ao vivo. Também baianos, Gilberto Gil (Tenho sede) e Gal Costa (Acauã) acrescentam pungência ao roteiro, que traz ainda outras epopeias de Luiz Gonzaga (Paraíba, pelo paraibano Chico Cesar, A volta da asa branca, pelo pernambucano Quinteto Violado) e Humberto Teixeira (Adeus Maria Fulô, parceria com o paraibano Sivuca, na voz carioca de Joyce) e, para encerrar, a ácida modernidade de Edu Lobo com sua Borandá.
13/11/2011
FM: Dom, 13/11 -22h | AM: Ter, 15/11 -22h
Edição destaca discos recém-lançados de músicos conhecidos do grande público

Capa de "Elo"- Novo CD de Maria Rita
Programa destaca novos trabalhos no cenário musical como O oposto de dizer adeus do paulista Dan Nakagawa. Álbum com participações especiais de integrantes da fértil nova safra da música paulistana, como o compositor Pélico (Todo mundo o tempo todo) e a cantora Bluebell (A nossa vida toda).
Bossamoderna ainda destaca o trabalho de Marcos Valle, veterano que não para de renovar sua new bossa em Estática, seu novo CD. O álbum tem como destaque as parcerias do músico com seu irmão, Paulo Sérgio Valle, em Arranca toco, e Marcelo Camelo, do grupo Los Hermanos, com Vamos sambar.
O mineiro eclético Túlio Mourão também compõe a edição. Pianista de formação erudita e ex-integrante de grupos de rock como Mutantes (pós-Rita Lee) e Veludo, Túlio acompanhou meia MPB, e agora lança-se também como cantor no disco autoral Em oferta – canções.
Novo talento do circuito carioca, Glauco Lourenço exibe maestria em parcerias com Suely Mesquita, enquanto o guitarrista Robertinho de Paula (Natural) segue a linhagem do pai, Irio de Paula, hoje radicado na Itália. E para terminar, o programa destaca Maria Rita, a filha de Elis Regina e César Camargo Mariano, que reencontra em Elo o estilo musical do início da carreira, que já soma quatro títulos.
06/11/2011
FM: Dom, 06/11 -22h | AM: Ter, 08/11 -22h
Nesta edição, Tarik de Souza apresenta e comenta a seleção de músicas inspiradas no vento
Elemento natural presente na música desde os primórdios, o vento, que também pode metaforizar mudanças e transformações, é um tema caro aos modernistas. Como Dorival Caymmi em sua clássica ode O vento e as duplas autorais formadas por Edu Lobo & Paulo Cesar Pinheiro mais Gilberto Gil & Torquato Neto, respectivamente em Vento bravo e Vento de maio. Transformadora por outro motivo é a Mudança dos ventos, de Ivan Lins e Vitor Martins, na voz de Nana Caymmi.
Marcos e Paulo Sérgio Valle detectaram o Vento sul, enquanto o gaúcho Vitor Ramil providenciou o Invento, que Ney Matogrosso gravou. Wilson Simonal reprocessou para a pilantragem a clássica toada Prece ao vento e Orlandivo sambalançou Deixa o vento levar. Já os irmãos acreanos João Donato e Lysias Ênio fizeram soprar o Vento no canavial, pela afinada voz de Carol Saboya.
30/10/2011
FM: Dom, 30/10 -22h | AM: Ter, 01/11 -22h
Nesta edição, um olhar sobre a obra do músico fluminense

Egberto Gismonti
A pianista e compositora Delia Fischer aborda a obra do compositor Egberto Gismonti. “Através de sua música imaginei blocos de frevo e maracatu, aldeias indígenas, orquestras com sotaques e timbres desconhecidos”, escreveu ela na apresentação do CD Saudações, Egberto, sobre o qual fala na entrevista. “Cresci buscando compreensão dessa linguagem ao compor, criando sons e mergulhando nesse universo sonoro”, completa Delia.
Delia diz que a seleção do repertório do disco tributo a Egberto se deu “afetivamente”. E relata: “cada música que gravei representa momentos desses sonhos realizados na curva do tempo”.
Autora dos arranjos do disco, Delia Fischer lidera um grupo instrumental com Pedro Guedes (violões, baixo, guitarra), Pedro Mibielli (bandolim)e Naife Simões (bateria, flugelhorn e percussão).
Entre as composições de Egberto incluídas no CD de Delia (algumas com parceiros como Geraldo Carneiro e Paulo César Pinheiro), que constarão do programa, estão clássicos do compositor fluminense da cidade do Carmo, como O sonho, Palhaço, Baião malandro, Água e vinho, Maracatu, Saudações, Dança das cabeças e Maracatu.
23/10/2011
FM: Dom, 23/10 -22h | AM: Ter, 25/10 -22h
Programa dedicado ao compositor, cavaquinista na juventude, que descobriu o violão na maturidade

Nelson Cavaquinho
Aos cem anos de seu nascimento, o compositor Nelson Cavaquinho, falecido em 1986, tem sido cada vez mais revisitado pelos modernistas.
Da recentíssima gravação por seu Jorge e o Almaz (grupo formado por integrantes da banda pernambucana Nação Zumbi) de Juízo final à Marisa Monte de Gotas de luar e o integrante da nova geração paulistana Rômulo Fróes, em Mulher sem alma.
A partir do disco de estreia da musa da bossa Nara Leão (na faixa Luz negra), em 1964, modernistas de toda as latitudes como Leny Andrade (Rugas, Degraus da vida), Paulo Moura (Notícia), Jards Macalé (A flor e o espinho) e Elis Regina (Folhas secas) abordaram a obra densa e bela de Nelson Cavaquinho. Em Erva daninha, até mesmo a roqueira/blueseira Cássia Eller, em improvável dueto com Guilherme de Brito, o principal parceiro do homenageado, se rendeu ao bardo. Ele também canta em duas faixas do programa, que ainda arrebanha vozes marcantes como Luis Melodia (Palhaço) e Thelma Soares (Pranto de poeta).
16/10/2011
09/10/2011
FM: Dom, 16/10 -22h | AM: Ter, 18/10 -22h
Nesta edição, obras vinculadas à gastronomia

Geraldo Maia
Bossamoderna revela a gastronomia musicada, como o tradicional vatapá, preparado pela culinária pernambucana do rei da embolada Manezinho Araújo, na releitura do cantor Geraldo Maia, que celebra sua obra. Ou ainda, a célebre receita baiana servida pelo mineiro João Bosco, no refogado que promoveu em faixa do songbook dedicado à obra do autor, Dorival Caymmi.
E ainda tem mais comida: quitutes baianos como a Cocada, de Roque Ferreira no tabuleiro da potiguar Roberta Sá mais o Trio Madeira Brasil, e o abacaxi da terra natal de Tom Zé, na inusitada Cultura de Irará, interpretada pelo tropicalista.
O tema – apetitoso – favorece uma refeição completa ao longo do programa. Do Baião de dois (o nordestino arroz com feijão de corda), de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, com Caetano Veloso, ao onírico Sorver-te do futurista pop Kassin, passando por Sobremesa do noviço paulistano Dani Turcheto, à “sopa de osso ou aveia” da Canção da falsa tartataruga, de Lewis Carroll, versionada por Augusto de Campos e musicada por seu filho Cid. E ainda o arremate de três cafés diferentes, passados por Doris Monteiro, Silvério Pessoa, João Donato & Paula Morelenbaum.
FM: Dom, 09/10 -22h | AM: Ter, 11/10 -22h
Nesta edição, lançamentos de CDs e revisão de obras

Tunai
Nesta edição, discos recém-lançados de alta qualidade musical, como a revisão de obra do compositor mineiro Tunai, irmão de João Bosco, em Eternamente...
O trabalho apresenta participações especiais de grandes nomes como Zélia Duncan e Chico Amaral.
Já Geraldo Maia, músico pernambucano, presta tributo ao rei da embolada, seu conterrâneo Manezinho Araújo (1910-1993) no saboroso CD Ladrão de purezas. A homenagem se dá por temas divertidos abordados em Seu Dureza da Rocha Pedreira e Seu Mané é um homem.
A edição também destaca Adjetos, disco/livro de Alexandre Dacosta, filho do renomado pintor Milton Dacosta. O músico lança o trabalho com músicas relacionadas às suas artes plásticas de alta depuração, como Microtridimensional, Fratura imposta e Musa vertical.
E, para fechar a edição, você ouve o som de Kassin, músico carioca , ex-integrante do influente grupo Acabou La Tequila, que desembarca o conceitual e onírico Sonhando devagar, embalado em artes gráficas de 3-D.
02/10/2011
FM: Dom, 02/10 -22h | AM: Ter, 04/10 -22h
A presença dos nomes femininos na MPB

Os nomes femininos sempre povoaram o imaginário das canções brasileiras em todos os tempos. E os modernos também tem suas obsessões, como Tom Jobim, que abre o programa numa sequência de odes coligadas: Luiza; Ana Luiza e o Samba para Maria Luiza, que ele canta com a filha homenageada, aos 7 anos, numa de suas últimas gravações, em 1994. Também Gilberto Gil cantou a amada em Flora, e o trompetista da Orquestra Imperial, da Lapa carioca, Max Sette, sua musa, a atriz Helena Ranaldi, em Helena, Helena.
Em Mulher brasileira e Flechas envenenadas, esta com seu inicial Momento Quatro reagrupado (numa das últimas aparições de Zé Rodrix), Ricardo Vilas generaliza a homenagem a nomes de mulher. O Boca Livre celebra Diana, dos mineiros Toninho Horta e Fernando Brant, e o Titã Sérgio Britto recria o sarcástico clássico de Adoniran Barbosa, Iracema.
O programa termina com uma faiscante trilogia na voz de Itamar Assumpção: Luzia; Leonor e a emblemática Ai, que saudades da Amélia, de Ataulfo Alves e o, este ano, centenário Mario Lago.
25/09/2011
FM: Dom, 25/09 -22h | AM: Ter, 27/09 -22h
Programa aborda o novo trabalho da cantora carioca

Capa de "Acaso", CD de Ana Cristina
Carioca da Gávea, ex-integrante de um trio vocal com Monique Kessous e Flávia Gabizo, a cantora, compositora e pianista Ana Cristina é a entrevistada deste Janela dos Novos Especial.
Aos 28 anos, ela acaba de lançar sua estreia solo, o CD Acaso, com oito canções de sua autoria, entre dez faixas. Numa de suas composições, Queria, ela conta com a participação da guitarra de Roberto Menescal, um dos fundadores da bossa nova. “Ela tem o que chamamos de ouvido perfeito”, elogiou o músico. No repertório de Acaso, a cantora/autora aborda seu universo poético em temas como Flerte carioca, Plena escuridão, Samba pro Zé, Queria e Até você não me querer mais. Há também dois clássicos atemporais da MPB, em releituras de Ana Cristina: Dindi, de Tom Jobim e Aloysio de Oliveira, e Dora, de Dorival Caymmi. O motivo da inclusão está na formação musical da cantora. “Desde pequena, ouvia os discos de minha mãe. Muito João Gilberto, Elis Regina, Tom Jobim, Os Cariocas e Dick Farney, meu preferido”, conta ela, que vai recapitular sua trajetória nesta edição Especial do Bossamoderna.
FM: Dom, 18/09 -22h | AM: Ter, 20/09 -22h
Nesta edição, ouça canções inspiradas nas variações climáticas

Carlos Lyra
O moto contínuo das estações do ano sempre motivou compositores de vários estilos a tentar fixar tais escalas da passagem do tempo. Como as duas opostas Primaveras, do bossanovista Carlos Lyra e do soul man Genival Cassiano. O verão inspirou tanto um Tempo de estio a Caetano Veloso quanto dois Sambas de verão à dupla de irmãos Marcos e Paulo Sérgio Valle. O primeiro, um estouro de vendas no planeta, e o segundo uma continuação do tema, também abordado no Domingo de verão, da lavra de João Donato, Mário Adnet e Bernardo Vilhena. Ainda há o Outono, de Billy Blanco, na voz delicada de Alaíde Costa e a Canção de outono, com Pedro Morais. Fábio Torres imprime um Sol de inverno, na voz de Renato Braz, e Chico Saraiva decupa o Solstício de inverno, enquanto Cartola constata o amargo Inverno do meu tempo. Até que Carlos Lyra, em seu disco Carioca de algema, faça girar de novo as Quatro estações.
18/09/2011
11/09/2011
FM: Dom, 11/09 -22h | AM: Ter, 13/09 -22h
Nesta edição, novos trabalhos de Chico Buarque em parceria com João Bosco, Carlos Careqa, Rômulo Fróes, Zimbo Trio e Anelis Assumpção

Carlos Careqa
Discos recém- lançados de alta qualidade musical que não encontram espaço na mídia de massa. Como o novo solo do vanguardista Carlos Careqa, que surpreende com Chico Buarque numa das faixas (Minha música) e o humor sarcástico de O rolo do Rolex, em outra. Reformatador do samba, o paulista Rômulo Fróes desafia o banal com seu CD Um labirinto em cada pé. Proposta que também se afina com o Wado de Atlântico negro, em faixas como Martelo de Ogum e Feto/sotaque. Também em fuga da mesmice, o veterano Chico Buarque surprende com os temas enviezados de seu novo disco, Chico, como Tipo um baião e Sinhá, esta emparceirada com João Bosco. Também o bossanovista Zimbo Trio rejuvenesce em seu CD Autoral, assim como o violonista, produtor e arranjador Swammy Jr. mostra como remodelar um clássico do porte de Saudades da Bahia, de Caymmi e Anelis (filha de Itamar) Assumpção afronta a calmaria a partir do título de seu CD solo: Sou suspeita, estou sujeita, não sou santa.
04/09/2011
FM: Dom, 04/09 -22h | AM: Ter, 06/09 -22h
Uma seleção com ensinamentos e advertências musicadas

Chico Buarque
O velho axioma da inviabilidade de se aconselhar o próximo é revirado do avesso na composição de Chico Buarque que dá título e abre o programa, invertendo velhos ditados e recomendações que costumam ser feitas ao longo de nossas vidas. Já Noel Rosa rebatia a ostentada malandragem do rival Wilson Batista com as recomendações de Rapaz folgado. E a dupla matreira Haroldo Barbosa e Luis Reis receitava Devagar com a louça (que eu conheço a moça).
O vanguardista Itamar Assumpção divide-se entre seu sutil Milágrimas e as afirmativas de Laranja madura, do mestre do samba Ataulfo Alves, enquanto a cantora e compositora Joyce segue a linha naturista de Monsieur Binot.
Ame, recomendam Paulinho da Viola e Elton Medeiros pela voz de Simone, enquanto Cartola adverte que O mundo é um moinho (e vai reduzir as ilusões a pó), na releitura da bossanovista Wanda Sá e Tito Madi aconselha a Menina moça, mais menina que mulher: confissões não ouça.
28/08/2011
21/08/2011
FM: Dom, 28/08 -22h | AM: Ter, 30/08 -22h
Gabriel Improta apresenta 'Entre', seu mais novo CD

Gabriel Improta
O Bossamoderna desta semana recebe Gabriel Improta.
Na edição, o músico fala a Tarik de Souza sobre o processo de gravação e o repertório de Entre, seu segundo disco, que acaba de ser lançado.
No trabalho, o violonista diz “procurar um equilíbrio entre a improvisação e a forma pré-concebida, a partir de composições próprias e de grandes violonistas do Brasil e da América Latina”.
Participam do disco, entre outros, Jaques Morelenbaum, Robertinho Silva, Kiko Horta, Tomás Improta, Dirceu Leite, Daniela Spielman e Rodrigo Lessa.
Seleção musical
Forroquaquara, de Gabriel Improta
Afrosamba pra Baden, de Gabriel Improta
Forró do Moa, de Gabriel Improta
Frevo, de Egberto Gismonti
Valsa venezuelana n. 3, de Antônio Lauro
Canto de Xangô, de Baden Powell e Vinícius de Moraes
FM: Dom, 21/08 - 22h | AM: Ter, 23/08 -22h
Edição dedicada ao ritmo binário, batido no bojo da viola no tempo de espera dos cantadores

Ritmo nascido no nordeste que se espalhou por todo o país, o baião é o tema do Bossamoderna deste domingo. Em meados da década de 40, o gênero, exportado por Luiz Gonzaga e parceiros, foi adotado e estilizado por diversos modernistas, entre eles, Francis Hime e Cacaso, em Baião do meu jeito; Ná Ozzetti na canção Sobrenatural, com Zélia Duncan; Silvério Pessoa, em Baião desordeiro; e até a recém-chegada Maria Gadu, em Bela flor.
O programa ainda escala releituras de clássicos, como Adeus, Maria Fulô, de Sivuca e Humberto Teixeira, interpretado pela cantora Joyce; Baião caçula, de Mario Genari Filho, por Bola Sete; Bim bom, de João Gilberto, interpretada por Ithamara Koorax e Juarez Moreira, além de Homem com H, de Antonio Barros, na voz de Zeca Baleiro. Minha história, épico autobiográfico, do maranhense João do Vale é revisitado por seu conterrâneo, o cantor Glad Azevedo.
14/08/2011
FM: Dom, 14/08 -22h | AM: Ter,16/08 -22h
Nesta edição, os lançamentos fonográficos de diferentes gêneros

O violonista Yamandu Costa é um dos destaques do programa
Uma seleção de choro, jazz, soul, blues, entre outros gêneros, compõe o repertório do Bossamoderna desta semana. Esta edição, apresenta discos recém-lançados de alta qualidade musical, mas ainda preteridos pelo mercado convencional. Entre eles, o novo solo do violonista virtuose gaúcho Yamandu Costa, Mafuá, com suas composições El negro del branco e Samba pro Rafa. Também da área instrumental, com alto refinamento, desembarcam CDs dos grupos Quatro a Zero, Trio Corrente vol. 2 e o Lupa Santiago Sexteto. Do choro à MPB e o jazz com tinturas brasileiras.
Há espaço também para o blues nativo, que ganha sua dose de antropofagia no disco do gaitista Jefferson Gonçalves. Não por acaso intitulado Encruzilhada, ele faz o rio Mississipi, do blues americano, desaguar no São Francisco da música nordestina. Figura ascendente do soul Brasil, Zé Ricardo mostra repertório novo (Encanto de fada, Chibata) e a cantora Tatiana Parra promove delicado encontro com as artes etéreas do argentino Andrés Beeuwsaert, em composições de Edu Lobo (Corrida de jangada) e Dori Caymmi (Estrela da terra).
07/08/2011
FM: Dom, 07/08 -22h | AM:Ter, 09/08 -22h
Edição reúne uma seleção musical que fala sobre o coração

Noel Rosa
O grande órgão propulsor, transformador do sangue venoso em arterial, de que falava o genial compositor e mau estudante de medicina, Noel Rosa é o tema do Bossamoderna desta semana.
Como Paulinho da Viola de Coração vulgar, ascultado por Aline Calixto, carioca radicada em Minas. Ou o Tum, tum, tum, de Cristóvão Alencar e Ary Monteiro, pela revelação da nova safra projetada em São Paulo, Karina Buhr. Ou ainda como Gonzaguinha em sua Caminhos do coração, Itamar Assumpção em Coração absurdo, João Bosco e seu filho Francisco Bosco, em o Castigado coração, todos se dedicaram a musicar o órgão em suas músicas.
Nesta edição, você ouve os clássicos Pra machucar meu coração, de Ary Barroso, e Coração vagabundo, de Caetano Veloso, revisitados, respectivamente, por Gal Costa e Leila Pinheiro. Ainda há espaço para o Coração partido, da noviça Flávia Dantas e a parceria entre Dadi (ex- A Cor do Som) e o pré-tropicalista Jorge Mautner com No coração da escuridão.
31/07/2011
24/07/2011
17/07/2011
FM: Dom, 31/07 -22h | AM:Ter, 02/08 -22h
Discos recém-lançados, de alta qualidade musical

Aline Calixto
Novos trabalhos de muita qualidade. Este é o tema do Bossamoderna desta semana. O programa traz entre outros artistas, a estreia da cantora paulista Barbara Eugênia em Journal de Bad, com a participação de Tom Zé no dueto Dor e dor; o pernambucano radicado no Rio, Armando Lobo em Técnicas modernas do êxtase, e sua “viagem” pela Litania do gozo; a dupla instrumental de peso, o violonista e o bandolinista Yamandu Costa e Hamilton de Holanda, em Luz da autora, traçam o Samba do veio e Cochichando; a campista radicada em Minas, Aline Calixto, em Flor morena singra Teu ouvido e De partir, chegar. Também da cena mineira florescente, o músico Thiago Delegado lidera Samba mudo e Entre matas e trigais, de seu disco Serra do curral. Já o étnico Quarteto Pererê desfia A lenda do caboclo de Villa-Lobos e o Baião do Viliá e o instrumental Três inova no anguloso Choro em 5 e em Frio na serra.
FM: Dom, 24/07 -22h | AM:Ter, 26/07 -22h
Programa analisa a popularização desta forma de canto na MPB, recurso típico dos improvisos de jazz
O canto sem letra, utilizado para agilizar o casamento entre o vocal e o instrumental (habitual nos improvisos do jazz, como scat singing), se tornou frequente na bossa nova. Nesta edição, o programa apresenta o repertório de cantores nacionais que também se entregam ao recurso do improviso, como o arquitetônico Tema em fuga, de Severino Filho, registrado por Os Cariocas no disco Arte/vozes.
A compositora, cantora e instrumentista Joyce é uma usuária do recurso, como se ouvirá em sua Penalty e na releitura da canção Embalo, composição do pianista Tenório Junior.
Num disco em que recria a curta obra autoral de João Gilberto, Ithamara Koorax vocaliza a Valsa sem letra, escrita por João para a filha Bebel Gilberto e Glass beads, parceria dele com João Donato. Duas composições instrumentais de Edu Lobo, Casa forte e Zanzibar, são exemplares para o canto sem palavras, também utilizado por Milton Nascimento em Tema de Tostão, por Marcos Valle em Pepino beach, e pela novata Maíra Freitas, filha de Martinho da Vila, em sua Se joga.
Dom, 17/07 -22h | AM:Ter, 19/07 -22h
Programa dedicado ao ritmo regional nordestino, popular em Pernambuco

Maracatu
O maracatu espalhou-se pelo país, evocado desde o megaclássico Mas, que nada (Este samba/ que é misto de maracatu) responsável por lançar Jorge Ben, em 1963, ao explosivo Maracatu atômico, de Jorge Mautner e Nelson Jacobina.
Filho do Rei do Baião Luiz Gonzaga, que singrou poucos maracatus, Gonzaguinha fez com que o pai gravasse um de sua lavra (Erva rasteira). Confira nesta edição, a interpretação do ritmo por grandes músicos pernambucanos, como Naná Vasconcellos, Moacyr Santos, Novelli (Reis e rainhas do maracatu), Chico Science e Nação Zumbi (grupo fundador do mangue bit), que influenciaria o coletivo carioca Pedro Luís e a Parede; cantores de maracatu do sul gaúcho, como Nelson Coelho de Castro (Lua caiada) e mineiros, como Milton Nascimento e Nelson Angelo.
10/07/2011
FM: Dom, 10/07 -22h | AM:Ter, 12/07 -22h
Edu Kneip abre a série Janela dos Novos do Bossamoderna e comenta "Herói", seu mais recente disco

Edu Kneip e o Manto Sagrado
Radicado no Rio, o compositor e cantor paulista de Taubaté, Edu Kneip é o primeiro convidado da série Janela dos Novos – Especial, do programa Bossamoderna. Parceiro do violonista Guinga e também gravado por Simone Guimarães, Kneip comenta na MEC FM seu mais recente trabalho, Herói. A faixa-título não evoca personagens de filmes de ação ou história em quadrinhos, e sim o compositor brasileiro, emparedado entre o desinteresse da grande mídia e a pulverização da internet. Herói, como ele enfatiza, é um disco de banda, e O Manto Sagrado, grupo que o acompanha, é formado pelo próprio, no violão e na voz do solista. Além de Gabriel Geszti no piano, teclados e acordeon; Matias Correa no baixo e Ajurinã Zwarg na bateria. O repertório é todo autoral. Edu assina boa parte das faixas sozinho, como O tesouro, Tá na vêia, Cavalo de São Jorge, Laranjas são flores em janeiro, A culpa é do Saci e a curiosa Geszti-Kneip.
03/07/2011
FM: Dom, 03/07 -22h | AM:Ter, 05/07 -22h
Nesta edição, um repertório todo dedicado à cidade de São Paulo, megalópole de concreto e aço, musa improvável

São Paulo é cada vez mais tematizada pelos modernistas. Como o recém-revelado Rodrigo Campos, em Amor na Vila Sônia e Para onde vão os meninos de São Mateus?, ou o já confirmado Zeca Baleiro, em Mais um dia cinza em São Paulo. Autor de Sampa, um hino da cidade, o baiano Caetano Veloso despoja-se, Nu com minha música, enquanto a mineira Maria Alcina revisita Um samba no Bixiga, do ícone Adoniran Barbosa. Este compositor também é recriado pela dupla roqueira Arnaldo Antunes e Edgar Scandurra (Trem das Onze), Celso Sim (Saudosa maloca) e Eduardo Gudin (Abrigo de vagabundos), que também manda a sua 14 Bis, em dueto vocal com Leila Pinheiro. Da vanguarda paulista, o Premê enfatiza São Paulo, São Paulo e Itamar Assumpção, natural da interiorana Tietê, declina sua escola de samba (Vou de Vai Vai), confessa (Persigo São Paulo) e convida (Venha até São Paulo).
26/06/2011
FM: Dom, 26/06 - 22h | AM: Ter, 28/06 - 22h
Um dos temas que mais inspiram composições na música brasileira, aparece nesta edição do Bossamoderna

Jorge Ben interpreta a música que dá nome à edição do programa
O ato de chorar também pode ser poético e sonoro, ou incorporado à própria música, como fez Jorge Ben Jor, o autor da faixa-título do programa, que literalmente chega às lágrimas em outra gravação, Gabriela. Só Choro Quando Estou Feliz, Se Quiser Chorar e Não Chore Por Mim, de Carlos Lyra, também estão no repertório. Da nova safra, Graziela Medori reconstrói Chorando no Campo, da dupla roqueira Lobão e Bernardo Vilhena.
Geraldo Vandré canta Depois é só Chorar e a dupla da bossa Normando e Ronaldo Bôscoli, Mais Valia não Chorar, na voz de Clara Moreno. Outra dupla da bossa, Baden Powell e Vinicius de Moraes questiona, Pra que chora?, enquanto a emotiva Nana Caymmi interpreta três canções: Nem uma Lágrima, de Sueli Costa; Pra não Chorar, de Tunai e Sérgio Natureza; e Chora Brasileira, de Fátima Guedes, Rosana Lessa e Djalma.
19/06/2011
12/06/2011
FM: Dom, 19/06 - 22h | AM: Ter, 21/06 - 22h
Repertório traz diversos artistas cantando sobre o mesmo tema

Os fenômenos da natureza são matéria prima para a arte desde o princípio da civilização. A chuva “irriga” o imaginário dos modernistas. Como Marcelo Camelo em Santa Chuva, interpretada por Maria Rita; a paráfrase de Chico Buarque ao célebre musical de Gene Kelly, em Cantando no Toró; e o Aguaceiro, do disco em que Ricardo Villas (ex- Momento Quatro e Teca & Ricardo) comemorou 40 anos de MPB.
Itamar Assumpção constata, É tanta Água; Djavan escuda-se no “Para-raio”, na voz de Joana Duah; e Celso Sim reforça, Chove Chuva, Chuverando. E se Luciana Souza (em parceria com Paulo Leminski) e Ná Ozzetti (com Carol Ribeiro) cantam simplesmente a Chuva, a debutante Juliana (filha de Danilo) Caymmi separa, Não só pela chuva - em música de Fred Martins e Marcelo Diniz.
FM: Dom, 12/06 - 22h | AM: Ter, 14/06 - 22h
O diálogo entre expressões da música clássica e da música popular, demonstrado em canções de diversos artistas da MPB

Oscar Castro Neves aparece no repertório interpretando "Onde Está Você" e "Antes e Depois"
Inspirada por autores como Villa-Lobos e militantes como Ernesto Nazareth e Radamés Gnattali, a MPB sempre teve trânsito livre com os cânones clássicos. Este programa ressalta algumas curiosas e provocadoras misturas entre o popular e o erudito, como o Forró Bachiano (Armandinho), Samba Gregoriano (Daniel Santiago), Estudo no. 5 (Egberto Gismonti) e o Choro Sonata, do músico do Grupo Semente, da Lapa carioca, João Calado.
Compositores populares como Oscar Castro Neves em Onde Está Você, e Antes e Depois; Denis Brean em Play Bach; Pascoal Meirelles, com Ostinato; Custódio Mesquita, com Noturno em Tempo de Samba; e Garoto, com Debussyana, também dialogaram com a norma culta. Mas não perderam a referência de suas origens.
05/06/2011
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